E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio, em pé. Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”. " (João 8,1-11)
“Não pequeis mais”. Perdoar não é ser conivente com o pecado, mas é salvar o pecador – termo que não está na moda hoje, mas é o que melhor exprime a realidade… Deus perdoa, para dar ao pecador a oportunidade a partir da qual possa iniciar uma vida nova. Ora, o perdão é do tamanho da grandeza de Deus; só Ele é grande e chega para perdoar definitivamente. Por isso, para fazer jus ao perdão, não devemos desejá-lo levianamente.
Devemos desejar não mais pecar, e para que este desejo seja eficaz, escolher e desejar os meios adequados. Quem peca por má índole, procurem amigos que o tornem melhor. Quem peca por fraqueza ou vício, evite as ocasiões de tentação. E quem peca por depender de uma estrutura ou laço que conduz à injustiça, procure transformar essa ocasião, no nível pessoal e na coletividade. Tratando- se de estruturas sociais injustas, o meio adequado de combater o pecado consiste em unir as forças para lutar pela transformação política e social. Devemos transformar as estruturas dentro e fora de nós. Mas faremos tudo isso com mais empenho se nos convencermos de que Deus perdoa o nosso pecado e joga para longe de Si as nossas misérias. Quando se trata de problemas pessoas (embora sempre com uma dimensão social), a certeza de que Deus é maior que o pecado é um estímulo forte para creditar numa renovação da vida – com a ajuda dos meios psicológicos adequados, pois a graça não suprime a natureza.
Padre Pacheco,
Comunidade Canção Nova.
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